agosto 16, 2026

Perdida no jardim & o pequeno elfo

Mesmo conhecendo muito bem os caminho no jardim, me perdi nele.

Algumas postagens atrás, não muitas, escrevi que vinha passando muito mal, acontece que o motivo de todo o mal estar geral em meu corpo se deu pelo fato de eu estar aguardando a chegada de um pequeno elfo, que estava ansiando ser notado fazia quase três meses. No começo, Foi tudo muito estranho e alegre ao mesmo tempo, é engraçado ver minha família inteira feliz e só falando no pequeno elfo. Ele está para chegar no natal ou um pouquinho depois, mas eu ficaria saltitante se ele chegasse no meu dia favorito do ano.

O pequeno elfo me fez pedir muitas pizzas margueritas, coxinhas de frango e bolos cheios dos mais deliciosos recheios que nunca consigo terminar. 
O pequeno elfo sempre está dormindo quando vou vê-lo, então tenho que dar algumas falsas tossidas para despertá-lo, e recebo chutinhos em resposta disso. 
O pequeno elfo se mexe quando como comidas açucaradas.

A fase dos desejos vem e volta por aqui, mas fez um pequeno estrago no que diz respeito a eu conseguir comer de formar mais descente. Fui de não consigo comer nada, a consigo comer tudo que vejo pela frente, inclusive coisas que nem gostava de comer antes. Bem, eu sei que faz parte, mas eu cheguei em um ponto que preciso voltar aos eixos, até para não causar nenhum problema a mim ou ao pequeno elfo. Tem sido uma tarefa árdua, para dizer o mínimo.

Além disso, todo o cansaço que sinto me fez sair da minha rotina tão bem construída antes, virei uma fada para lá de preguiçosa. E não me entendam mal, esperar o pequeno elfo é a coisa mais mágica e maravilhosa que já vivi, mas cultivar esse hábitos ruins me preocupa por nós dois, então decidi que preciso me esforçar um pouco mais e tentar melhorar, sem pressão e com gentileza, pois minha disposição não é a mesma nesse momento, é claro.

Senti que para começar a cultivar hábitos melhores e mais saudáveis, deveria escrever tudo primeiro sobre isso, e relatar o que venho sentindo, como uma forma de oficializar a me comprometer, e também porque falhar é frustrante, e não quero falhar novamente, por isso, sei que escrever sempre ajuda, as palavras tem um poder mágico, eu acredito, então deixarei que elas façam por mim um pouquinho dessa mágica que necessito.

julho 26, 2026

Um capítulo sobre a partida de Sininho

Faz apenas três dias que ela se foi, mas senti que necessitava escrever sobre isso, sobre ela aqui, pois escrever será uma das minhas tentativas de fazer a dor e a saudade diminuir, uma saudade que sei que nunca passará, pois Sininho partiu para o céu dos gatinhos.

Aconteceu tudo muito rápido, os dias voaram sem que eu percebesse ou tivesse mais tempo de me despedir dela, um dia ela estava bem, sendo a gatinha tranquila que ela é, adormecida em seus cantinhos favoritos, e eventualmente acordando e vindo me encontrar, me cutucando com sua patinha, pedindo petisco. No outro, ela não estava nada bem, não sendo a Sininho que costumava ser.

A saúde dela sempre foi frágil desde que ela nasceu, ela mal conseguiu crescer, mal completou dois anos de vida, e no fundo, sempre morava dentro de mim essa preocupação sobre a saúde dela, mas por algum motivo, pensei que ela viveria para sempre, mesmo sabendo que nossos amiguinhos de quatro patas não vivem pela eternidade.

Eu me via nela, em seu jeitinho quietinho e solitário, porém, carinhosa sempre, ela não miava muito, não como Branco e Suki gostam de miar, ela miava apenas quando queria, quando achasse que fosse necessário. Ela se apegou mais a mim, assim como me apeguei mais a ela, que não perdia uma chance de me fazer companhia.

Vê-la indo aos poucos, sem poder fazer nada, pois seu destino fora traçado há tempos, foi uma das coisas mais difíceis da minha vida, disse em seus últimos suspiros o quanto a amava, o quando ela faria falta, e que ela não estava sozinha, eu estava e estarei bem ali, sempre ao lado dela.

Obrigada Sininho, por ser a gatinha mais fofinha e carinhosa de todas, mais brincalhona, mais adorável e maravilhosa. Você era única, e para sempre ocupará um espaço imenso em meu coração.
Adeus, espero um dia vê-la novamente.

junho 02, 2026

Quando tudo parecer difícil, tome uma xícara de chá

Os dias de outono tem carregado com eles um frio muito aconchegante e manhãs ensolaradas cor de laranja, e eu não poderia pedir por clima melhor na minha estação favorita, porém do jeito como as coisas tem se desenrolado em meus dias, eu admito que mal tenho tido tempo para observar o mundo lá fora, tenho na verdade estado muito reclusa, nos dias em que saio de casa sinto que a vida parece estar se movimentando novamente, e não ficado no estado de pausa e melancolia corriqueiros. 

Aconteceu de eu ter ficado bem doente de repente assim que maio iniciou, e estou assim até o momento, tenho sentido enxaquecas e enjoos todos os dias, sem descanso, foi difícil para mim ir ao médico devido a compromissos que tive um atrás do outro e agora me encontro tentando descobrir o que pode estar ocorrendo comigo, é angustiante que, apesar de estar me medicando, nada estar fazendo efeito, entretanto, estou tentando ser paciente, pois não tenho lá muito opção, e me revoltar nunca me adiantou de nada, rs. As coisas mais fáceis para eu comer tem sido pão e frutas, e tudo bem pra mim com isso, pois eu adoro os dois, ficar sem meu café puro estava sendo triste, então agora venho tomando com leite, pois eu simplesmente não acordo sem café, hahah.

Decidi compartilhar hoje apenas como tem estado as coisas do lado daqui, que apesar de tudo, tenho tentado me manter tranquila, tenho lido muito, assado muitos pães e bolos como de costume, e promovendo festas do chá com o Miguel mesmo, que é minha companhia favorita, óbvio.
Esta citação é de "Purgatório" do Dante Aliguieri, eu me vi favoritando esta leitura para a vida, desejando já ler novamente assim que terminei. É engraçado pois pensei que de A Divina Comédia, iria gostar mais de Paraíso, porém foi o que menos gostei, e na verdade, achei super entediante.
Isso foi em abril, quando meus sogros e minha cunhada vieram nos visitar, dentre todos os passeios incríveis que fizemos juntos, aproveitamos para visitar esse parque gigantesco que abriu em nossa cidade. Não tirei lá muitas fotos pois estava aproveitando com eles, mas fica aqui a lembrança dessa visita encantadora que fez meu abril não ser o mais cruel dos meses (piadinha interna de A Terra Devastada)

Passei a maior parte do tempo durante a estadia deles conversando e cozinhando com minha sogra e jogando The Sims 4 e papeando sobre animes com minha cunhada, que ainda é uma pré-adolescente muito fofa com apenas seus trezes anos, foi engraçado como me vi muito nela quando tinha a mesma idade, e perceber também como ela cresceu desde a última vez que a tinha visto. Fiquei triste quando eles se foram, desejava que ficassem por mais uns dias.

Bem, espero que junho seja mais gentil comigo (e com minha saúde!), e com você também, se as coisas por aí também estiverem sendo um pouquinho mais desafiadoras.

Nos vemos em breve!

maio 19, 2026

O Prefeito de Casterbridge

Quem acompanha este meu jardim faz um algum tempo, sabe que os livros do Thomas Hardy ocupam um espaço especial em meu coração, e nas estantes espalhadas pela minha casa. Apesar de os livros deste autor terem um toque nada sutil de drama, mortes repentinas e acontecimentos trágicos, eles ao mesmo tempo me trazem certo conforto, e são histórias bem construídas que perduram por anos. 

Ainda não me deparei com um final minimamente feliz se quer nos livros do Hardy, ou melhor, não havia me deparado até ler o livro dessa minha singela resenha despretensiosa, escrita em um momento de lapso de reflexão que fiquei, ao terminar a leitura de O Prefeito de Casterbridge. Mas já digo que o final é pouco feliz ou nem isso, dependendo do ponto de vista que você tem sobre a felicidade e a vida ao todo.
Não irei me prolongar contando o decorrer da história como em uma típica resenha, pois eu gostaria muito mais de me aprofundar no que aprendi com essa história, ou no que ela me deixou pensando.

Bem, temos aqui a história do Michael Henchard, um homem pobre e trabalhador rural, que no começo da narrativa está andando a esmo com a esposa Susan, e a bebê deles, Elizabeth-Jane (eu inclusive amei esse nome), quando então eles param em uma feira, e entram em uma tenda onde estava sendo servido mingau, aqui a senhora que preparava a grande bacia de mingau adicionaria rum ao prato se lhe fosse pedido, e foi o que o protagonista fez. 

E após algumas colheradas do mingau batizado, ele está bêbado o suficiente para começar a desprezar a sua vida e sua pobre esposa Susan, e neste momento ele passa um vexame por toda a embriaguez, começa uma brincadeira em que diz que venderia sua esposa e filha dependendo do lance dado, e resumidamente, a brincadeira vai longe demais e um marinheiro de fato as comprou pela pechincha de cinco guinéus. Esse momento impulsivo, e a brincadeira de mal gosto, deixaram consequências gigantescas para o resto da vida do Henchard.

Anos após esse infeliz acontecimento, arrependido, sóbrio e tentando se redimir com pouca coisa ou outra, pois apesar de tudo, o personagem ainda continua tendo um orgulho inabalável e um tendência auto destrutiva, Michael construiu uma boa reputação para si em Casterbridge, se tornando pouco tempo depois o prefeito da pequena cidade.
"Ele parecia sentir exatamente o que ela sentia sobre a vida e suas circunstâncias... que elas eram trágicas e não cômicas; que, embora alguém pudesse ficar alegre de vez em quando, os momentos de alegria eram interlúdios e não faziam parte do drama real."
Enfim, a partir disso, a história se desenrola com vários pontos de vista, e camadas recheadas de segredos a cada página virada (essa parte eu não esperava!), muitas coisas tomaram um rumo que eu não esperava, e outras eu já poderia imaginar por já ser acostumada com as tragédias do Hardy. Eu desgostava do Michael, e ao mesmo tempo, queria que ele tivesse sua redenção, mas no geral, ele é um pouco detestável, e seu caráter duvidosíssimo. 
"Ela não gostava de gentilezas em uma situação em que havia entrado apenas por causa da reputação de sua filha. Na realidade, ela gostava tão pouco delas que havia espaço para se perguntar por que havia tolerado a mentira e não tinha corajosamente deixado a jovem saber sua história. Mas a carne é fraca e a verdadeira explicação veio no devido tempo."
O livro traz em si várias lições e questionamentos relevantes sobre a felicidade, como por exemplo, o fato de você ter sofrido por grande parte de sua vida, faz você duvidar que os momentos de felicidade possam durar por muito tempo.
"E, ao ser obrigada a classificar-se entre os afortunados, não deixou de se maravilhar com a persistência do imprevisto (...)"
Esse trecho está no final, e ele menciona um sentimento da Elizabeth-Jane, que passou por desventuras grande parte de sua vida - que podemos acompanhar no decorrer da história -, até o momento, e que ela faz parte de um grupo de pessoas que poderiam ser classificadas como "privilegiadas", mas ela não sente-se dessa maneira. Ela desconfia constantemente de sua felicidade, não se sente segura com sua vida, mesmo após os rumos de sua jovem vida finalmente entrarem em um caminho mais feliz, podemos assim dizer.

Sabemos que a felicidade não é linear, mas quantas vezes sentimos, em momentos de alegria, ela escorrendo entre nossos dedos, muito antes de acontecer, se aconteceu? 
"(...) quando aquele a quem tal tranquilidade ininterrupta havida sido concedida na fase adulta era aquela cuja juventude parecida ensinar que a felicidade era apenas o episódio ocasional em um drama geral de dor."
Eu discordo dessa frase dita de forma tão fria e direta, e você pode concordar com ela, se seu modo de ver a vida seja mais baseada em um determinismo, ou no niilismo, talvez.

Mas eu sou um pouco Pollyanna, carreguei sempre comigo um otimismo meio descontrolado, que entra em cena em momentos de desventuras que ocorrem em minha vida, antes mesmo de eu dar tempo para pensar o que fazer a seguir. Meu otimismo exagerado me fez sempre torcer por vilões desde pequena, torcer para que o melhor também lhes ocorresse, e não foi diferente com o prefeito deste maravilhoso livro, que obviamente, deixarei aqui de recomendação.

abril 03, 2026

Manhãs de outono e tesouros perdidos

Pois é, desenterrei no cemitério dos layouts antigos este mesmo que vocês podem ver agora, quem já acompanha esse blog há pelo menos quatro anos talvez o reconheça. Aconteceu de eu enjoar completamente do que tinha colocado aqui, senti que ele era fofo demais talvez, cheio de "frufrus" demais, eu realmente o amei, mas cheguei a conclusão de que amei fazê-lo, agora usá-lo aqui talvez não tenha sido lá uma boa ideia. Eu adorei as cores e detalhes que ele possuía, mas devo lembrar e aceitar que eu adoro mesmo é as coisas simples da vida, tanto como um layout mais limpo visualmente, mais simples, que me lembre de uma boa época de minha vida, o começo dos meus vinte anos talvez, hahah.

Eu realmente estava incomodada demais com o outro, tal como quando comemos um doce muito enjoativo e precisamos beber litros de água logo após, foi gostoso saboreá-lo enquanto esteve aqui, mas claramente estava com dificuldade e falta de vontade de postar algo que fosse transmitido nele, sabe? Bem, é confuso, mas é basicamente o que tenho a dizer, e chega de falar sobre layouts, vamos falar sobre como tem sido o meu outono com cara de primavera?

Tenho acordado pela manhã, e como acordo bem cedo, consigo ver quando o sol está nascendo, acontece que esses dias, curiosamente desde a chegada do outono, cada dia vejo o céu pintado com um nascer do sol diferente, degradês com cores pastéis, e suas cores logo ficam mais quentes a medida que o sol sobe e finalmente acorda, as nuvens não são densas, elas são delicadas e se espalham lindamente no céu e por sobre as montanhas, consigo ver o mar infinito ao longe, o silêncio e uma brisa fria, eu não gosto muito de minha rua pelo fato de ela ficar um pouco no alto, e também por causa de qualquer chuva ou vento forte, causam uma falta de luz. É engraçado que nesse momento em que vejo um lindo nascer do sol, acabo por me sentir um pouco sortuda de morar nessa rua.

Se na primavera estava parecendo verão, o outono está parecendo uma primavera, claro que Rio sendo o estado tropical que ele é, sempre terá calor na maioria das vezes, porém desta vez está intercalando entre as semanas, as noites têm sido mais fresquinhas, o que é ótimo, e tem chovido de vez em quando, e parece que, de alguma forma, as flores e plantas do meu quintal ganharam certa vida, estou vivendo uma primavera que sempre quis, pois a primavera daqui é sempre um verão parte dois, nada agradável.

A medida que meu negócio de bolos e doces dá certo lucro, ao chegar no sábado, saio cedo pela manhã até a feirinha aqui do meu bairro - que é uma das maiores da cidade, inclusive - para comprar alguma fruta diferente e ir olhar a barraquinha de algum feirante vendendo velharias, ou tesouros perdidos, melhor dizendo.
Os bibelôs estavam bem sujinhos e empoeirados, mas nada que uma limpeza com pincel e álcool não resolvesse para tirar os cotocos de poeira e sujeira.

Essa senhorinha foi amor à primeira vista, consigo me ver facilmente nela daqui alguns bons anos.

Outra detalhe que amei nela foi que a gatinha em seu colo parece com a minha Suki.

Ela está nessa cadeira de balanço, que realmente balança. Eu sonho em ter uma cadeira de balanço faz anos, porém acho que a ideia de comprar uma caiu no esquecimento, pelo fato de a lista de coisas para comprar para minha casa estar sempre aumentando, mas adoro cadeiras de balanço, a casa de minha tia costumava ter duas, e adorava ficar me balançando nelas, mesmo depois de velha, rs.

Veremos o que me aguarda no próximo sábado, não planejo comprar mais tesouros como estes tão cedo, então talvez vá à feirinha apenas atrás de morangos fresquinhos, romãs e meu biscoito de polvilho favorito.

Recomendações de leitura e etc

março 27, 2026

Estação da Canela

Feliz equinócio de outono, pessoal! 
Como já dito anteriormente, eu sou uma grande entusiasta do outono, e não digo apenas do estrangeiro, mas deste que vivencio no estado tropical em que nasci e vivo no momento. Aqui o outono nos presenteia com um clima ameno, manhãs ensolaradas e fresquinhas, e quando saímos para passear, somos saudados subitamente por um vento forte que bagunça meus cabelos todinho. Enfim, apesar do vento que admito não simpatizar muito, todo o resto é muito agradável e aconchegante.

Bem... Esta manhã no jornal das cinco horas, o meteorologista informou que o outono será um pouco diferente este ano, muito calor, e muita chuva, será uma primavera parte dois? Pensei comigo. Fiquei meio desanimada com a notícia, espero que até o fim da estação da canela, da abóbora, e da maçã assada possa ter um gostinho do outono que tanto amo.

Antes de continuar papeando sobre a nova estação, eu gostaria de dizer algumas palavras sobre o layout novo que vocês estão vendo neste momento. Esse em particular foi um tanto especial fazê-lo, fui o construindo aos poucos, no tempo livre que tinha, pensando a cada dia que passava em ideias do que poderia adicionar nele. No começo não tinha muita ideia de como queria que fosse a nova aparência do jardim, então visitei os layouts passados do AF e a partir disso, comecei a esboçar algo, e então no caminho tive mais e mais ideias, foi tudo muito divertido, e todo seu processo me custou relembrar alguns cursos de programação que fiz ao longo dos anos, pois queria adicionar coisas diferentes ao layout, coisas essas que já queria acrescentar fazia tempo, mas sempre postergava a ideia, deixando-a por fim, de lado.

Enfim, o resultado final foi esse, e estou super satisfeita e contente com ele (um pouquinho orgulhosa também, hehe), me sentindo em meu pequeno jardim virtual, algumas páginas ainda estão em construção, porém outras estão atualizadas e com uma carinha nova, como a página de receitas!
Receita de panquecas de banana, aveia e maçã
    ✿ 3 colheres de aveia.
    ✿ 1 ovo.
    ✿ 1 banana amassada.
    ✿ Canela a gosto (coloca tanto na massa, quanto em cima, pois adoro uma canela).
    ✿ 1 pitada de sal.
    ✿ 1 maçã picada.
    ✿ Meia colher de sopa de fermento.
    ✿ Essência de amêndoas ou baunilha.
        ❀ Particularmente, tenho adorado usar a de amêndoas ultimamente!

O preparo é bastante simples, bastando misturar tudo e fritar logo após. Elas são super saborosas, e me sinto completamente outonal me deliciando com elas pela manhã. Outra ideia para salpicar em cima que recomendaria, seria cacau em pó ou coco ralado.

Minhas leituras favoritas para um outono encantador
    ☘︎ A Casa Vazia de Rosamunde Pilcher
    ☘︎ Setembro de Rosamunde Pilcher
    ☘︎ O Castelo Animado de Diana Wynne Jones
    ☘︎ Pão-de-Mel de Rachel Cohn
    ☘︎ Tress, a garota do Mar Esmeralda de Brandom Sanderson
    ☘︎ Silas Marner de George Eliot


E eu me despeço aqui, e sei que demorei um pouquinho a aparecer, mas meus dias ainda continuam repletos de trabalho a fazer, e estudos também (esse eu sinceramente não vejo a hora de terminar logo!), bem, muito obrigada se você leu até aqui! 

Nos vemos em breve! 

março 10, 2026

Dias Açucarados

Hoje pintei minhas unhas de um tom de rosa bem clarinho e finalizei com um esmalte de glitter por cima, como de costume. Pintei meu cabelo umas três vezes mês passado, fiz dezenas e vários tipos de skincare - minha única skincare é lavar o rosto com o sabonete da granado de enxofre, minha pele não é exigente, ainda bem -, levantei muitos pesos nos treinos, pensando que de alguma forma, a força que eles poderiam me dar seria mental também (não foi), viciei em lentilhas, viciei em Yumi's Cells, pensei que iria ter diabetes de tanto beijinho que comia, chorei muito, fiquei muito cansada, virei confeiteira (?).

Por esse motivo eu nem tive chance de aparecer por aqui e escrever algo, e como queria, queridos leitores! Fevereiro foi um mês em que realizei as provas pelas quais estava estudando há meses, e após isso, passei por algumas desventuras, e terminei o mês para lá de deprimida, sinto dizer. 

Claro que as provas foram o estopim para que eu me visse frente a um estado mental do qual não me via há anos, foi meio assustador, e durante todo esse mês fazia diversas tentativas de reanimação, como já dito; as skincares, ficar destruindo meus cabelos - que agora estão bem ressecados -, pintei minhas unhas diversas vezes, e parecia que nunca encontrava uma cor que gostasse em mim, todas as tentativas, além dessas citadas, pareciam ser de uma mudança na minha imagem física, o que é estranho, pois minha autoestima é de um nível aceitável até... talvez eu estivesse tentando recuperar uma versão de uma Bia antiga, digamos que sou um pouco apegada na versão Bia 2019.1, foi a minha melhor versão até hoje, em todos os aspectos.

A única coisa boa que pude tirar do, como apelidei carinhosamente, fevereiro tenebroso, foi um negócio novo que comecei após o Miguel fazer a sugestão ao me ver algum dia em prantos pela casa (teve muitos dias como esse em fevereiro, e eu já sou emotiva, mas esse mês em questão foi meu auge, rs), que era começar a fazer bolos, por encomenda ou não, e não é que deu certo e foi tudo muito bem lucrativo e bem recebido? 

Eu sabia que podia ter alguma faísca de talento fazendo doces, pois já há algum tempo atrás fiz bolos e docinhos para festas, mas nunca cobrei, alguns conhecidos sabiam que eu era boa e me pediam para fazer, então eu simplesmente fazia de boa vontade. Minha falta de confiança em minhas habilidades também me fazia não ver valor naquilo, e enfim, a questão é que agora eu vejo valor, e as confeiteiras e boleiras tem todo meu respeito pois é um trabalho super cansativo viu, mas é recompensador quando elogiam com tanto carinho depois. 

Não sei por quanto tempo irei seguir nesse caminho, mas tudo que posso dizer é que pela primeira vez na vida, de todos os trabalhos em que já estive, me vejo animada, mesmo no cansaço, me vejo cantarolando alegre pela casa, e aos pouquinhos, a nuvem cinzenta que fevereiro tenebroso trouxe consigo, tem se esvaído para bem, bem longe. Os doces me deram dois kilos a mais na balança, e adoçaram por demais os meus dias.

Estou ansiosa pela páscoa e pelo outono (aqui no Rio essa estação é agradabilíssima!), e meus doces já estão bem temáticos e já produzi muitos bolos de cenoura por aqui que acabaram no mesmo dia! O pobre do Miguel sempre fica doido por alguma sobra, e felizmente para mim nada sobrou, pois todos queriam levar mais de um... Ainda estou preocupada se com tanto doce não posso ficar diabética, mas pelo menos estou satisfeita com a cor das minhas unhas e meu cabelo está voltando a ficar com seu brilho e cor natural.

Nos vemos em breve!

janeiro 25, 2026

Dezembro de 2025

Antes de janeiro terminar, não poderia me esquecer de recordar como foi meu mês de dezembro. Sinto-me muito grata que tudo tenha ocorrido bem nesse mês que pode ser meio tumultuoso para mim com meu aniversário e as expectativas (sempre altas) com as festas de fim de ano.

Estive bastante na casa dos meus pais em dezembro, e encontrei lá duas câmeras meio antigas, essa Sony Cyber-shot, e uma Fujifilm também, eu sempre adorei fotografar e fiquei super animada em ter essas câmeras para mim (pois peguei as duas para mim! rsrs), infelizmente a sony cybershot precisa de uma carregador para sua bateria, com isso, infelizmente não tive a chance de usá-la ainda, pois eu adoro essa câmera.

Já a fujifilm tenho levado comigo para todo canto, até mesmo quando vou fazer uma caminhada até o parque ou até a pracinha - que tem sido ultimamente meus passeios mais habituais, acho divertido de como as fotos parecem saídas dos anos 2010 ou pouco antes disso. Pretendo compartilhar aqui no jardim em breve as fotos que capturei com ela.


Ver a foto do meu querido e amado forno elétrico fez-me lembrar de que hoje o Miguel está para consertar a tomada dele, que explodiu sem querer, após eu querer ligá-la a uma extensão barata... Com a falta do uso do forno, acabamos por descobrir ser ele o culpado de a conta de luz vir tão absurdamente cara, este mês, ela chegou bem mais em conta...

Um almoço típico de domingo, onde tento fazer algo diferente e certas vezes mais elaborado.



Além do tapiovo, ou crepioca, que comentei que viciei (e já desviciei), também fiquei meio viciada em comer melões, é sempre uma surpresa ver se eles estarão doces ou não, por sorte, todos os que comprei estavam docinhos e saborosos.

Este é o chai latte que inspirou uma das postagens mês passado, não sei porque não coloquei sua foto na postagem, mas tudo bem, eis ela aqui.


janeiro 19, 2026

A gentileza é uma manhã ensolarada

O silêncio das manhãs é quase agridoce, acordo e o dia lá fora está claro, porém o sol ainda não fez totalmente sua subida, abro as cortinas, as janelas, e o vidro da porta da sala e uma brisa gelada acaricia meu rosto, penso logo que gostaria que o clima ficasse exatamente assim o dia inteiro, porém assim que o sol nasce por completo, um calor surge, e a luz do sol reflete em toda a sala. Vou para a cozinha deixar o café passando, e abro a janela para um dos gatos pular por ela, e poder ir para o quintal.

E assim se resume parte das minhas manhãs, elas se iniciam de forma agradável até que começo a pensar em demasia, com isso, nas últimas semanas tenho estado relapsa, deixo coisas caírem, salgo demais a comida, adoço de menos o bolo, choro em meio a pensamentos que me invadem, pensamentos que não perdoam que eu erre, e me castigam. Talvez o problema seja que eu empregue toda a minha gentileza nos outros, e não faça restar nenhuma para mim mesma.
Me recordo ou releio trechos de Jane Eyre quando preciso de conforto ou consolo.

À tarde, esses pensamentos se abrandam, eles vão se esvaindo à medida que ponho a chaleira no fogo para esquentar água para o chá, estou bebendo sem parar o "boa noite" da italianinho, ele tem gosto de abraços quentinhos, e me faz recordar de momentos alegres e simples de um passado já distante, e também me faz pensar no quão grata sou pela minha vida no momento, por mais que estejam várias questões fora do lugar e até mesmo perdidas, sei que sempre encontro um caminho que me leva de volta ou um caminho novo para o qual tomar.

Por isso me sento agora e escrevo isto, enquanto meu chá esfria ao meu lado, e o clima finalmente dá uma pequena virada, e apesar de o sol estar ausente nesta tarde, pois muito aprecio sua presença, me animo em saber que uma chuva se aproxima para deixar tudo mais aconchegante e fresco, talvez essa semana de tempestades que está por vir, seja um lembrete de que toda essa agitação e ardor interno que vem me agitando no momento, vá passar, será lavado, mesmo em meio a lágrimas, e meus dias serão inteiramente  agridoces como as minhas manhãs.

janeiro 16, 2026

Bumblebia

Os dias por aqui continuam sendo bem calorentos, tenho comido salada na maior parte das refeições e me sinto tal como um animal de fazendo comendo mato quase sempre, mas é difícil encontrar prato mais refrescante que tomatinhos picados, junto com uma salada temperada com limão do limoeiro da casa da minha avó, juntamente a isso, recomendo também adicionar morangos ou pêssegos nessa salada, adoro comidas e molhos agridoces, como uma salada de mostarda e mel. Infelizmente, estou sem mel em casa no momento, pois a loja de temperos que vendia meu mel orgânico fechou, uma lástima...
Enfim, faz um tempinho já que comprei esse livro super fofo, ele é praticamente uma enciclopédia sobre abelhas, tudo que você precisa saber sobre abelhas se encontra nele, em uma forma fácil, prática e ilustrativa de se aprender.
Nota-se pela capa como esse livro foi feito com muito carinho até nos mínimos detalhes, essa parte dourada tem o que parece ser um relevo, que dá um charme a mais no livro.
Uma coisa engraçada que aprendi com essa enciclopédia foi que há uma tribo de abelhas chamada "euglossini" que coleta o perfume das orquídeas para atrair parceiros. Algo que tem me interessado muito ultimamente é em perceber os instintos que alguns animais/insetos possuem, e que quase sempre me surpreende, as vezes é algo até mesmo parecido com o de nós humanos.
Essa página é uma das quais descreve quais as espécies de flores que as abelhas mais gostam e que podemos plantar no nosso jardim para atraí-las. O livro também nos ensina como construir um "hotel" ou uma casinha para as abelhas, e também explica como construir um jardim apenas para elas.
No final, há algumas receitas que podemos fazer usando mel, antes de ler "sabonete" escrito bem grande ali acima, eu pensei que essas barras eram de comer... não que seja uma má ideia criar uma receita de barras de mel que fique parecido com esses sabonetes...
"Abelhas são vitais para o futuro do planeta, ainda assim, elas estão sob ameaça e em declínio".

Vocês podem encontrar esse livro à venda aqui.

janeiro 11, 2026

Um novo capítulo se inicia no jardim

Há tantas coisas ocupando minha mente esses dias que me encontro totalmente anestesiada, por assim dizer, tentando encontrar conforto em tarefas simples do meu cotidiano, bebendo chá para acalmar meus ânimos, mesmo no calor de quarenta graus do Rio. 

Eu até gosto de dias ensolarados e um pouquinho de calor, porém nesse verão as temperaturas estão elevadas demais - como sempre, o que torna os afazeres rotineiros bem estressantes, pois qualquer movimentação que seja, meu corpo já fica suarento. 

Tenho cozinhado mais que de costumo esses dias também e tem sido maravilhoso planejar nossos jantares à noite, de vez em quando preparo também uma sobremesa, preparo comidas refrescantes e leves, para que possamos nos sentir satisfeitos, saudáveis e de barriga cheia e feliz. Tenho usado meu livro de receitas para anotar também ideias de pratos para o jantar, com isso, me animo para quando chega a noite e posso colocar em prática tudo aquilo que anotei, é muito prazeroso e recompensador tirar as ideias do papel.

E sobre este ano novo que começou, não consegui ter ideia alguma de metas ou resoluções, dá para acreditar? Isso pode ser algo bom, pelo fato de eu estar satisfeita com minha vida no momento atual - o que se for parar para analisar, eu não estou totalmente, porém estou feliz, apesar de tudo - ou há a possibilidade de essa fada que vos fala estar meio perdida, o que não é o caso, pois sei para que caminhos tomar, então posso concluir que é um meio termo, e bem, eu estou me dedicando muito aos estudos, e espero muito mesmo passar nas provas, e se não for nessas que farei mês que vem, em alguma outra que possa vir fazer esse ano, hahah. Então pronto, digamos então que minha meta para este ano seja esta, passar, ou ir bem nas provas, eu quero apenas fazer meu tempo estudando valer a pena.

Antes de me despedir, vou compartilhar alguns registros do meu Natal e Ano Novo, repleto de comidas gostosas e livros aconchegantes!


Fiquei meio obcecada em dezembro em comer tapiovo, eu adicionava uma fatia de queijo e ficava com o mesmo gosto de pão de queijo!


Comprei o biscoito novo de speculoos da bauducco com grandes expectativas e detestei, não tem gosto de nada e não senti nenhuma das especiarias que deveria ter...

A ceia de Natal foi passada por nós na casa de meus pais e da minha avó, e a de Ano Novo eu resolvi fazer este jantar para comemoramos, os pãezinhos ali atrás são de alho e ao lado queijo coalho, ficou uma pequena mistura de coisas simples e gostosas que adoramos.

Essa foto não ficou lá muito boa pois eu estava com fome e queria comer logo, hahah, mas à esquerda é pudim de baunilha utilizando uma receita francesa com gemas, e ao lado é verrine com geleia de ameixa caseira. O pudim ficou maravilhoso! Eu utilizei os detestáveis speculoos da bauducco nas duas receitas para me livrar logo desse biscoito...

Nos vemos em breve!

dezembro 27, 2025

Vinte e Oito Primaveras!

“Que eu seja sempre quem eu sou, e um pouco mais.”
Mary Oliver, Horas de Inverno

Dia dezenove foi meu aniversário e eu não poderia ter pedido por um dia mais adorável!
No decorrer da semana senti um misto de ansiedade e melancolia com a breve chegada do meu aniversário, pois é um dia do qual não cultivo muitas lembranças e sentimentos favoráveis. Então pensei que este ano gostaria de quebrar esse ciclo, e me aprofundando mais nessa questão, esse ano foi um ano no qual me dediquei muito para me tornar um ser humano melhor, sabe? Então, acreditei que mudar essa data para melhor fazia parte dessa promessa de mudança interna que fiz a mim mesma. E missão cumprida! 

Foi um dia incrível para mim, foi simples, mas cheio de amor e gostosuras, comecei acordando cedinho para preparar cookies para comer no café da manhã, eu havia feito a massa deles na tarde anterior e deixei gelando para na manhã seguinte comê-los fresquinhos, infelizmente distribui parte do cookies para familiares, e o restante comemos, então nem lembrei de tirar uma fotos deles...

No almoço, eu e minha mãe fomos a um restaurante chinês, porém que serve comida japonesa (?), hahaha, enfim, nós adoramos a comida de lá. Após isso fomos à  alguns sebos e à livraria, comprei alguns livros também, claro (os da última foto), e no final da tarde, chegando em casa, teve dois bolos, o primeiro foi feito pela minha mãe, e eu o amei tanto, ela até mesmo feito os topos! 
Me senti muito feliz quando ela chegou em minha casa mais cedo com ele em mãos, e o recheio de beijinho dela é viciante, tanto que pedi para ela fazer e me mandar em um pote essa semana!

O segundo bolo foi um imenso bolo - pois ele parece bem maior que na foto -, que o Miguel me deu, como sou uma chantilly lover, amei esse bolo e peguei todas as cerejas para mim mesmo, pois era a aniversariante, afinal... Também teve salgadinhos e empadinhas, esses foram pedidos meus, pois para mim aniversário tem que ter salgadinhos! 


Isso fazia parte da decoração de natal do shopping que também fomos.
Ainda estou tentando entender porque e como esse menino está levantando os cervos...

Estes foram os livros que comprei. 
Este ano conheci as maravilhosas obras da Rosamunde Pilcher e devorei quase todos os livros dela.

Me despeço aqui e espero que todos os leitores desse meu jardim tenham tido um Natal maravilhoso, tranquilo e repleto de paz! E caso não volte antes do ano que vem começar, já deixo aqui registrado meus desejos de que o Ano Novo de todos vocês seja cheio de luz.

Encantado com ♡ por Bia
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