Hoje pintei minhas unhas de um tom de rosa bem clarinho e finalizei com um esmalte de glitter por cima, como de costume. Pintei meu cabelo umas três vezes mês passado, fiz dezenas e vários tipos de skincare - minha única skincare é lavar o rosto com o sabonete da granado de enxofre, minha pele não é exigente, ainda bem -, levantei muitos pesos nos treinos, pensando que de alguma forma, a força que eles poderiam me dar seria mental também (não foi), viciei em lentilhas, viciei em Yumi's Cells, pensei que iria ter diabetes de tanto beijinho que comia, chorei muito, fiquei muito cansada, virei confeiteira (?).
Por esse motivo eu nem tive chance de aparecer por aqui e escrever algo, e como queria, queridos leitores! Fevereiro foi um mês em que realizei as provas pelas quais estava estudando há meses, e após isso, passei por algumas desventuras, e terminei o mês para lá de deprimida, sinto dizer.
Claro que as provas foram o estopim para que eu me visse frente a um estado mental do qual não me via há anos, foi meio assustador, e durante todo esse mês fazia diversas tentativas de reanimação, como já dito; as skincares, ficar destruindo meus cabelos - que agora estão bem ressecados -, pintei minhas unhas diversas vezes, e parecia que nunca encontrava uma cor que gostasse em mim, todas as tentativas, além dessas citadas, pareciam ser de uma mudança na minha imagem física, o que é estranho, pois minha autoestima é de um nível aceitável até... talvez eu estivesse tentando recuperar uma versão de uma Bia antiga, digamos que sou um pouco apegada na versão Bia 2019.1, foi a minha melhor versão até hoje, em todos os aspectos.
A única coisa boa que pude tirar do, como apelidei carinhosamente, fevereiro tenebroso, foi um negócio novo que comecei após o Miguel fazer a sugestão ao me ver algum dia em prantos pela casa (teve muitos dias como esse em fevereiro, e eu já sou emotiva, mas esse mês em questão foi meu auge, rs), que era começar a fazer bolos, por encomenda ou não, e não é que deu certo e foi tudo muito bem lucrativo e bem recebido?
Eu sabia que podia ter alguma faísca de talento fazendo doces, pois já há algum tempo atrás fiz bolos e docinhos para festas, mas nunca cobrei, alguns conhecidos sabiam que eu era boa e me pediam para fazer, então eu simplesmente fazia de boa vontade. Minha falta de confiança em minhas habilidades também me fazia não ver valor naquilo, e enfim, a questão é que agora eu vejo valor, e as confeiteiras e boleiras tem todo meu respeito pois é um trabalho super cansativo viu, mas é recompensador quando elogiam com tanto carinho depois.
Não sei por quanto tempo irei seguir nesse caminho, mas tudo que posso dizer é que pela primeira vez na vida, de todos os trabalhos em que já estive, me vejo animada, mesmo no cansaço, me vejo cantarolando alegre pela casa, e aos pouquinhos, a nuvem cinzenta que fevereiro tenebroso trouxe consigo, tem se esvaído para bem, bem longe. Os doces me deram dois kilos a mais na balança, e adoçaram por demais os meus dias.
Estou ansiosa pela páscoa e pelo outono (aqui no Rio essa estação é agradabilíssima!), e meus doces já estão bem temáticos e já produzi muitos bolos de cenoura por aqui que acabaram no mesmo dia! O pobre do Miguel sempre fica doido por alguma sobra, e felizmente para mim nada sobrou, pois todos queriam levar mais de um... Ainda estou preocupada se com tanto doce não posso ficar diabética, mas pelo menos estou satisfeita com a cor das minhas unhas e meu cabelo está voltando a ficar com seu brilho e cor natural.
Nos vemos em breve!
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