Faz apenas três dias que ela se foi, mas senti que necessitava escrever sobre isso, sobre ela aqui, pois escrever será uma das minhas tentativas de fazer a dor e a saudade diminuir, uma saudade que sei que nunca passará, pois Sininho partiu para o céu dos gatinhos.
Aconteceu tudo muito rápido, os dias voaram sem que eu percebesse ou tivesse mais tempo de me despedir dela, um dia ela estava bem, sendo a gatinha tranquila que ela é, adormecida em seus cantinhos favoritos, e eventualmente acordando e vindo me encontrar, me cutucando com sua patinha, pedindo petisco. No outro, ela não estava nada bem, não sendo a Sininho que costumava ser.
A saúde dela sempre foi frágil desde que ela nasceu, ela mal conseguiu crescer, mal completou dois anos de vida, e no fundo, sempre morava dentro de mim essa preocupação sobre a saúde dela, mas por algum motivo, pensei que ela viveria para sempre, mesmo sabendo que nossos amiguinhos de quatro patas não vivem pela eternidade.
Eu me via nela, em seu jeitinho quietinho e solitário, porém, carinhosa sempre, ela não miava muito, não como Branco e Suki gostam de miar, ela miava apenas quando queria, quando achasse que fosse necessário. Ela se apegou mais a mim, assim como me apeguei mais a ela, que não perdia uma chance de me fazer companhia.
Vê-la indo aos poucos, sem poder fazer nada, pois seu destino fora traçado há tempos, foi uma das coisas mais difíceis da minha vida, disse em seus últimos suspiros o quanto a amava, o quando ela faria falta, e que ela não estava sozinha, eu estava e estarei bem ali, sempre ao lado dela.
Obrigada Sininho, por ser a gatinha mais fofinha e carinhosa de todas, mais brincalhona, mais adorável e maravilhosa. Você era única, e para sempre ocupará um espaço imenso em meu coração.
Adeus, espero um dia vê-la novamente.



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