Dias Açucarados

10 março, 2026

Hoje pintei minhas unhas de um tom de rosa bem clarinho e finalizei com um esmalte de glitter por cima, como de costume. Pintei meu cabelo umas três vezes mês passado, fiz dezenas e vários tipos de skincare - minha única skincare é lavar o rosto com o sabonete da granado de enxofre, minha pele não é exigente, ainda bem -, levantei muitos pesos nos treinos, pensando que de alguma forma, a força que eles poderiam me dar seria mental também (não foi), viciei em lentilhas, viciei em Yumi's Cells, pensei que iria ter diabetes de tanto beijinho que comia, chorei muito, fiquei muito cansada, virei confeiteira (?).

Por esse motivo eu nem tive chance de aparecer por aqui e escrever algo, e como queria, queridos leitores! Fevereiro foi um mês em que realizei as provas pelas quais estava estudando há meses, e após isso, passei por algumas desventuras, e terminei o mês para lá de deprimida, sinto dizer. 

Claro que as provas foram o estopim para que eu me visse frente a um estado mental do qual não me via há anos, foi meio assustador, e durante todo esse mês fazia diversas tentativas de reanimação, como já dito; as skincares, ficar destruindo meus cabelos - que agora estão bem ressecados -, pintei minhas unhas diversas vezes, e parecia que nunca encontrava uma cor que gostasse em mim, todas as tentativas, além dessas citadas, pareciam ser de uma mudança na minha imagem física, o que é estranho, pois minha autoestima é de um nível aceitável até... talvez eu estivesse tentando recuperar uma versão de uma Bia antiga, digamos que sou um pouco apegada na versão Bia 2019.1, foi a minha melhor versão até hoje, em todos os aspectos.

A única coisa boa que pude tirar do, como apelidei carinhosamente, fevereiro tenebroso, foi um negócio novo que comecei após o Miguel fazer a sugestão ao me ver algum dia em prantos pela casa (teve muitos dias como esse em fevereiro, e eu já sou emotiva, mas esse mês em questão foi meu auge, rs), que era começar a fazer bolos, por encomenda ou não, e não é que deu certo e foi tudo muito bem lucrativo e bem recebido? 

Eu sabia que podia ter alguma faísca de talento fazendo doces, pois já há algum tempo atrás fiz bolos e docinhos para festas, mas nunca cobrei, alguns conhecidos sabiam que eu era boa e me pediam para fazer, então eu simplesmente fazia de boa vontade. Minha falta de confiança em minhas habilidades também me fazia não ver valor naquilo, e enfim, a questão é que agora eu vejo valor, e as confeiteiras e boleiras tem todo meu respeito pois é um trabalho super cansativo viu, mas é recompensador quando elogiam com tanto carinho depois. 

Não sei por quanto tempo irei seguir nesse caminho, mas tudo que posso dizer é que pela primeira vez na vida, de todos os trabalhos em que já estive, me vejo animada, mesmo no cansaço, me vejo cantarolando alegre pela casa, e aos pouquinhos, a nuvem cinzenta que fevereiro tenebroso trouxe consigo, tem se esvaído para bem, bem longe. Os doces me deram dois kilos a mais na balança, e adoçaram por demais os meus dias.

Estou ansiosa pela páscoa e pelo outono (aqui no Rio essa estação é agradabilíssima!), e meus doces já estão bem temáticos e já produzi muitos bolos de cenoura por aqui que acabaram no mesmo dia! O pobre do Miguel sempre fica doido por alguma sobra, e felizmente para mim nada sobrou, pois todos queriam levar mais de um... Ainda estou preocupada se com tanto doce não posso ficar diabética, mas pelo menos estou satisfeita com a cor das minhas unhas e meu cabelo está voltando a ficar com seu brilho e cor natural.
Nos vemos em breve!

Dezembro de 2025

25 janeiro, 2026

Antes de janeiro terminar, não poderia me esquecer de recordar como foi meu mês de dezembro. Sinto-me muito grata que tudo tenha ocorrido bem nesse mês que pode ser meio tumultuoso para mim com meu aniversário e as expectativas (sempre altas) com as festas de fim de ano.

Estive bastante na casa dos meus pais em dezembro, e encontrei lá duas câmeras meio antigas, essa Sony Cyber-shot, e uma Fujifilm também, eu sempre adorei fotografar e fiquei super animada em ter essas câmeras para mim (pois peguei as duas para mim! rsrs), infelizmente a sony cybershot precisa de uma carregador para sua bateria, com isso, infelizmente não tive a chance de usá-la ainda, pois eu adoro essa câmera.

Já a fujifilm tenho levado comigo para todo canto, até mesmo quando vou fazer uma caminhada até o parque ou até a pracinha - que tem sido ultimamente meus passeios mais habituais, acho divertido de como as fotos parecem saídas dos anos 2010 ou pouco antes disso. Pretendo compartilhar aqui no jardim em breve as fotos que capturei com ela.


Ver a foto do meu querido e amado forno elétrico fez-me lembrar de que hoje o Miguel está para consertar a tomada dele, que explodiu sem querer, após eu querer ligá-la a uma extensão barata... Com a falta do uso do forno, acabamos por descobrir ser ele o culpado de a conta de luz vir tão absurdamente cara, este mês, ela chegou bem mais em conta...

Um almoço típico de domingo, onde tento fazer algo diferente e certas vezes mais elaborado.



Além do tapiovo, ou crepioca, que comentei que viciei (e já desviciei), também fiquei meio viciada em comer melões, é sempre uma surpresa ver se eles estarão doces ou não, por sorte, todos os que comprei estavam docinhos e saborosos.

Este é o chai latte que inspirou uma das postagens mês passado, não sei porque não coloquei sua foto na postagem, mas tudo bem, eis ela aqui.


A gentileza é uma manhã ensolarada

19 janeiro, 2026

O silêncio das manhãs é quase agridoce, acordo e o dia lá fora está claro, porém o sol ainda não fez totalmente sua subida, abro as cortinas, as janelas, e o vidro da porta da sala e uma brisa gelada acaricia meu rosto, penso logo que gostaria que o clima ficasse exatamente assim o dia inteiro, porém assim que o sol nasce por completo, um calor surge, e a luz do sol reflete em toda a sala. Vou para a cozinha deixar o café passando, e abro a janela para um dos gatos pular por ela, e poder ir para o quintal.

E assim se resume parte das minhas manhãs, elas se iniciam de forma agradável até que começo a pensar em demasia, com isso, nas últimas semanas tenho estado relapsa, deixo coisas caírem, salgo demais a comida, adoço de menos o bolo, choro em meio a pensamentos que me invadem, pensamentos que não perdoam que eu erre, e me castigam. Talvez o problema seja que eu empregue toda a minha gentileza nos outros, e não faça restar nenhuma para mim mesma.
Me recordo ou releio trechos de Jane Eyre quando preciso de conforto ou consolo.

À tarde, esses pensamentos se abrandam, eles vão se esvaindo à medida que ponho a chaleira no fogo para esquentar água para o chá, estou bebendo sem parar o "boa noite" da italianinho, ele tem gosto de abraços quentinhos, e me faz recordar de momentos alegres e simples de um passado já distante, e também me faz pensar no quão grata sou pela minha vida no momento, por mais que estejam várias questões fora do lugar e até mesmo perdidas, sei que sempre encontro um caminho que me leva de volta ou um caminho novo para o qual tomar.

Por isso me sento agora e escrevo isto, enquanto meu chá esfria ao meu lado, e o clima finalmente dá uma pequena virada, e apesar de o sol estar ausente nesta tarde, pois muito aprecio sua presença, me animo em saber que uma chuva se aproxima para deixar tudo mais aconchegante e fresco, talvez essa semana de tempestades que está por vir, seja um lembrete de que toda essa agitação e ardor interno que vem me agitando no momento, vá passar, será lavado, mesmo em meio a lágrimas, e meus dias serão inteiramente  agridoces como as minhas manhãs.
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